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Este texto sobre os diversos tipos de relacionamentos a mais de 2 foi retirado e traduzido do original em http://www.rotten.com/library/sex/polyamory/. Penso que explica curto e grosso como cada um destes modelos funciona, com algum sentido crítico e bom humor. A minha opinião pessoal é que se tens tendência a te perder em relacionamentos a dois esquece o tema por completo. Como se diz no texto em relação à poliamoria estruturada: se te sentes insatisfeita com o amor que uma pessoa te dá, provavelmente o amor de duas também não te vai chegar.
Poliamoria
também chamada Poligamia, Swinging e Promiscuidade
Podes foder algumas pessoas todo o tempo, e podes foder todas as pessoas por algum tempo. Mas será que podes foder todas as pessoas, todo o tempo?
É esta a questão premente que a poliamoria busca resolver.
Não existe nenhum consenso sobre a existência de um instinto biológico para a monogamia, mas e evidência anedótica parece apontar para um claro “Foda-se, não!”.
Bem vistas as coisas, os humanos já dedicaram mais tempo, energia e tinta ao tópico de como arranjar mais umas mimocas desde… Bem, desde bem antes de deixarmos de nos baloiçar nas árvores.
As culturas tribais participaram [e participam] na mais incrível variadade de práticas amorosas e de casamento: desde liberdade para todos a casamentos grupais à monogamia. Em termos práticos, todas estas abordagens parecem ter funcionado bem. Mas à medida que as aldeias de caçadores recolectores se foram transformando em cidades militarizadas, as coisas ficaram feias.
A violência tornou-se o caminho do sucesso para os homens, e as mulheres tornaram-se os troféus da vitória. Os humanos inventaram a ideia de propriedade e então os homens designaram as mulheres como parte dessa ideia. A propriedade é um conceito inerentemente exclusivo. Ipso facto, se uma mulher é tua propriedade, apenas fode contigo.
Copiosas foram as variações. A cultura grega emergiu, e as pessoas casavam-se mas faziam sexo com rapazinhos nos tempos livres. Emergiu o Judaismo e o Cristianismo que favoreceram a abordagem um-a-um. O Islamismo e o Mormonismo reintroduziram as práticas poligamicas de cariz proprietário baseadas na teoria que se um homem pode possuir uma mulher, porque não várias? (A Poligamia, em contraste com a poliamoria, refere-se geralmente só a casamentos que incluam vários conjuges heterossexuais.)
O século XX viu a aquisição de mais poder por parte das mulheres, o que levou a que o sexo fosse mais e melhor apreciado um pouco por todo o lado.
Este é o busílis da questão: virtualmente todas as configurações de relacionamentos foram tentadas por alguém algures. Nenhuma delas parece ser inerentemente melhor do que qualquer outra (excepto no que toca à igualdade de género). Sob esta perspectiva, muitas pessoas abraçaram o conceito “quanto mais, melhor” e abandonaram a monogamia a favor da poliamoria.
O poder da internet tornou a poliamoria muito mais fácil do que costumava ser (assim como virtualmente toda a prática sexual mais invulgar). Se sabes do que estás à procura, é espantosamente fácil buscar no google uma lista de camaradinhas promíscuos para um chat e correspondência, troca de fotografias nus, encontros anónimos e/ou relacionamente de todas as cores.
Existem vários tipos de poliamoria, dependendo das tuas taras, preversões, statuto social, crenças religiosas e de quanto trabalho queres ter. Apresentamos aqui uma iniciação à poliamoria, com algumas orientações que te podem ajudar a encontrar o tipo certo de orgia que a tua alma profunda e sensível deseja.
Regras de Base Para Todos
Escusado será dizer, se vão com a bola em frente, à algumas coisas a ter em atenção. Para começar, há a questão das doenças.
As doenças sexuais são um assunto importante para qualquer um que disfrute da promiscuidade, e ainda mais para aqueles em relacionamentos abertos. Não há nada que amargue um relacionamento mais rapidamente e profundamente do que trazer para casa um caso de chatos ou algo muito pior.
A communicação é de longe o maior requisito para qualque As regras (ou falta delas) precisam ser descritas em detalhe excruciante com exemplos e ilustrações.
A etiqueta conta à grande. Trata-se de senso comum. Diz que é preciso uma espécie de consideração pelo outro.
Isto significa telefonar se não vais voltar a casa. Deve-se discutir que cama é usada para quê, e respeitar as regras da casa. Nunca deicar o secundário comer o gelado do principal. E sempre sempre tomar duche entre parceiros (a não ser que especificamente regulamentado como parte do fetiche de alguém).
A honestidade é fulcral. Ou isso, ou um firme e mútuo compromisso em mentir sobre tudo todo o tempo. Viver em negação é de facto possível, mas apenas se ambas as pessoas o fizerem com igual determinação. E não é bonito de se ver. Em conclusão, a honestidade é realmente melhor. Pode não parecer quando se está no grosso da coisa, mas repetida experimentação dolorosa prova-o sem margem para dúvidas.
Acima de tudo, deves absolutamente ser honesto contigo mesmo. Reflete profundamente antes de embarcar numa vida de poliamoria. Os parceiros precisam de falar das suas dúvidas e hesitações em minucioso detalhe, porque qualquer assunto não partilhado irá garantidadamente explodir assim que estiver estabelecida a poliamoria.
E se a tua última separação monogâmica foi complicada, ainda não viste nada.
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