ABC XXX


Na Paz dos Sexos
Dezembro 18, 2011, 11:59 am
Filed under: relacionamentos, sexo

[Numa certa aldeia transmontana] as relações sexuais entre o marido e a mulher são marcadas pelo conflito. O homem é fortemente pressionado a satisfazer fisicamente a sua mulher. As mulheres, dizem os camponeses locais, têm fortes apetites sexuais e, no caso de estarem insatisfeitas, acabarão por cometer adultério. A mulher deve também responder às necessidades sexuais do marido. Os dois sentem-se, assim, constrangidos a desempenhar adequadamente o seu papel nas relações sexuais. Um ginecologista com experiência local afirmou-me ser extremamente difícil persuadir os casais a suspenderem as relações sexuais por motivos de saúde, mesmo só por breves períodos de tempo. Na sua opinião, os dois parceiros medem o seu sucesso pessoal pela gratificação sexual do outro, instaurando-se, deste modo, uma forma de competição sexual.     [...] como os meus informantes masculinos me explicavam, o controlo masculino encontra a sua razão de ser na necessidade do homem “se rir” quando está na posição de o fazer. Os homens queixam-se que as mulheres “se riem” deles quando eles são jovens e não jovens e não conseguem ainda controlar o seu orgasmo. De igual modo, durante a velhice, sabem que reencontrarão dificuldades para cumprir sexualmente; as mulheres voltarão novamente a “rir-se” deles. Na idade madura, pois, o homem aprende a “controlar-se”; pode “montar e desmontar a mulher as vezes que lhe apetecer”, pode “rir-se” dela: é ele que sexualmente tem poder sobre ela.

Pina-Cabral, João (1989). Filhos de Adão, Filhas de Eva, pp. 115-116. Lisboa: Publicações Dom Quixote.
“El emperador Amarillo preguntó a la mujer Pura: me siento muy cansado y ansioso, ¿qué debo hacer?
La mujer Pura le contestó: este cansancio y esta sensación de ansiedad se deben a la falta de equilibrio entre las energías del Yin e las del Yang, provocada por vuestra incapacidad de llevar una vida sexual adecuada. ¡Cuándo la mujer domina sexualmente al hombre, es como si tirasemos un cubo de agua encima de una vela! La vida sexual del hombre y de la mujer puede ser comparada con un cocinero que tiene que dosificar el fuego para la cocción y el agua para la cazuela. Y, así como el cocinero aficionado necesita la ayuda de un libro de cocina, el tratado de sexología también es necesario para ayudar a armonizar la vida sexual”.

Edde, Gérard (1993). Manual Prático de Sexologia China, p.31. Barcelona: Ediciones Obelisco.
[O fluxo de energia vital] flui tanto visível como invisivelmente, num ciclo sem fim, pois circula dentro de você, entre você e o mundo, e entre o Céu e a Terra com o [H]omem no meio. É o sangue que flui entre o coração e os rins, o amor (e ódio) que passa entre o homem e a mulher, as tempestades, e o brilho do sol que circula entre o céu e a terra.
Muitos se afogam nesse fluxo de vida, são simplesmente esmagados por ele. Alguns não “conseguem” fluxo suficiente e se sentem trapaceados ou amargurados. Outros vagueiam desnorteados, sem objectivo, alienados e sem se dar conta de que existe um fluxo. Independentemente da atitude com relação à vida, quase todo o mundo almeja, a certa altura, se ancorar numa relação afectiva. [...]
Esse fluxo de energia entre pólos opostos do homem e da mulher é a chave para a harmonização do fluxo de energia da nossa vida.

Chia, Mantak & Winn, Michael (1984). Segredos Taoistas do Amor – Cultivando a Energia Sexual Masculina, pp.184-186. São Paulo: Roca.


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